
Quando em Braga frequentava o Liceu, começo a escrever nos jornais académicos "A Pátria" e "Canto Académico". Promoveu na mesma cidade uma organização estudantil, na qual se realizavam palestras literárias, fundando "A Alma Nova", de combate anti-monárquico e anti-jesuítico.


Em Vila Nova de Famalicão colaborou no jornal "O Porvir", publicando aqui as suas famosas "Palavras Vermelhas" e no jornal "Estrela do Minho". " "Semanário Ilustrado" de Lisboa "Branco e Negro", de 29 de Fevereiro de 1898, caracteriza o seu pensamento de seguinte forma: "Hoje, apesar da melancolia em que o seu espírito parece ainda envolto, evolucionado para uma fase mais humana e positiva, fora de todas as escolas pela sua própria individualidade estética e pensante, com uma educação superior, visando o útil e a humanidade, sem nefelibatices, numa linguagem luminosa e alegre como o nosso sol e o nosso vinho, temperado apenas pela sentimentalidade amorosa e aventureira que caracteriza a alma portuguesa, ..."

A Comissão Municipal do Partido Republicano de Vila Nova de Famalicão homenageou Gonçalves Cerejeira em 1909, mais propriamente em 14 de Novembro no Centro Republicano Bernardino Machado, dez anos após o seu falecimento. A homenagenm constou da instalação do seu retrato na nova sede da comissão republicana famalicense, liderada então por Sousa Fernandes, o futuro presidente da Câmara de Famalicãso a seguir à implantação da República em Portugal. Esta nova sede ficava, conforme nos diz o "Estrela do Minho" de 21 de Novembro de 1909, "instalado num prédio contíguo ao Hotel Vilanovense". Considerou então Sousa Fernandes, na abertura da sessão, que Gonçalves Cerejeira "foi um valioso e dedicado partidário", e quem lhe faz emtão o elogio público é o futuro governador civil de braga, logo a seguir à implantação da República, Manuel Monteiro. A seguir à intervenção de Manuel Monteiro, Bernardino Machado proferiu a comunicação "Têm Liberdade os Monárquicos em Portugal?".
Sem comentários:
Enviar um comentário