segunda-feira, 22 de agosto de 2011

famalicão 1944

o ano de 1944 é marcado, no plano nacional e internacional, pelo falecimento de bernardino machado. deputado pelo partido regenerador (1882), par do reino (1890) e ministro das obras públicas, comércio e indústria (1893) no governo de hintze ribeiro, no qual, ele e augusto fuschini eram considerados os vermelhos, maçónico, professor em coimbra e introdutor da antropologia em portugal, desiludido com a monarquia, o pedagogo eminente português que representava portugal nos mais variados congressos pedagógicos europeus, nomeadamente madrid, paris ou londres, não participando neste último, adere ao partido republicano em 1903. com um pensamento político coerente contra as ditaduras e a favor das liberdades de opinião, assim como de todas as formas de sociabilidade pública, bernardino machado veio a ser com a implantação da república em portugal ministro dos negócios estrangeiros e o seu porta-voz, embaixador de portugal no rio de janeiro (seria com ele que as legações do rio e em lisboa seriam transformadas em embaixadas), primeiro-ministro em 1914 e 1921, presidente da república entre 1915 a 1917 e em 1925-1926, duas vezes exilado porque deposto por dois golpes militares, o primeiro viria a dar origem ao sidonismo, esses espadachins zoomórficos, na sua grata expressão, e o segundo ao estado novo, bernardino machado foi um lutador incansável a favor da liberdade e da plena cidadania. fica o seu pensamento e a sua obra para serem estudadas, as quais estão a cargo do museu bernardino machado (fruto de várias doações oriundas de familiares, nomeadamente, por exemplo, de dois netos, caso de júlio machado vaz ou de manuel sá marques), em vila nova de famalicão, e da câmara municipal da mesma localidade. para além da exposição permanente e das temporárias (estas temáticas), das actividades pedagógicas, dos encontros anuais de outono e dos ciclos de conferências, têm sido publicadas as suas obras, nomeadamente a ciência, a pedagogia (III tomos) e a política (I Tomo), estando a caminho o II Tomo, compreendendo os anos de 1908 a 1910. no plano da comunidade famalicense, o destaque vai para vasco de carvalho, que começa a publicar os seus aspectos de vila nova, cujo primeiro livro é dedicado ao "hospital s. joão de deus". a receita da venda deste livro, que veio a substituir o então "cortejo das oferendas", foi para o mesmo hospital, com a quantia final de 30$000. por seu turno, agostinho da silva continuava a imprimir os seus livros na tipografia minerva, tal como é o caso do título "conversação com diotima", a "parábola da mulher de loth" ou "apólogo de pródigo de ceos", entre outros. no campo da imprensa, o jornal famalicense "estrela do minho" comemora os seus cinquenta anos de existência, sendo, precisamente a década de quarenta e a de cinquenta um dos períodos mais ricos no panorama cultural e literário. neste caso, no ano em foco, publica mais um suplemento literário, após o termo do"para as raparigas", e que se chama "esta página", publicando, igualmente, a coluna denominada "projecções", de oliveira bente, de fortes incidências neo-realistas. dedica um número especial a eça de queirós, com uma colaboração invejável, caso de mário sacramento, castelo branco chaves, victor de sá, entre outros. finalmente, o "diário popular" dedica uma página a famalicão com o título "uma das vilas mais progressivas do minho".





Álvaro de Castelões - "Amorosa Canção"

Alexandrino Costa - "Salazar «de frente»


Alexandrino Costa - "Cardeal Cerejeira"


Júlio Brandão - "Um Escultor Primacial: Pinto do Couto"


José Casimiro da Silva - "A União das Províncias através da sua Imprensa"


Vasco César de Carvalho - "Aspectos de Vila Nova. O Hospital de S. João de Deus".




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